Carnaval Bom D+ 2019 homenageia Edvaldo Embrava

Bastante incentivado na administração do Prefeito Aécio, o carnaval de blocos teve o crescimento notório nos últimos dois anos, e como de costume, a Secretaria de Cultura procura nesse momento, homenagear pessoas que contribuíram significativamente para a implantação dessa tradição em Minas Novas.
Em 2017 o homenageado foi Jojó, motorista da Prefeitura Municipal que guiava o trio nos tempos em que o mesmo era totalmente montado na cidade, ficando eternizada a famosa frase “simbora Jojó”, enquanto o trio descia as ladeiras de Minas Novas.
Em 2018, Vânia Beatriz foi o nome lembrado no Carnaval, artista plástica, cantora e compositora, eternizou seu nome na festa do momo, tanto nas construções e pintura dos trios, quanto na interpretação e composição da música “o carnaval de Minas Novas é bom demais”, ao lado de seu marido Dalton Magalhães.
Para o ano de 2019, o escolhido para ser homenageado é Edvaldo “Embrava”, um dos precursores do Carnaval de trio elétrico em Minas Novas.
Para contar melhor essa história, recorremos aos relatos do ilustríssimo minas novense José Henrique Barbosa, que também é uma importante personalidade na história de nosso carnaval, e que atualmente puxa os blocos com o mini trio.
 “_No final dos anos 70 e início dos anos 80, o baiano Edvaldo, conhecido como “Embrava”, um comerciante que se estabeleceu em Minas Novas, inaugurando a primeira loja de móveis da cidade e que adorava o nosso carnaval, nos apresenta, numa tarde do sábado de carnaval , de 1.979 , a ideia de fazermos um “trio elétrico”! Como toda iniciativa popular, todos que ali se encontravam se encantaram com a possibilidade de incrementar o que já era bom com algo inédito . Topamos ! Era possível ! Fomos atrás de um amplificador que pudesse funcionar com baterias. Nos foi emprestado gentilmente, pela D. Neusa Sena , Diretora da Escola José Bento, que, para nossa sorte, mantinha um serviço de alto-falante , no referido educandário e que tinha o único equipamento na cidade que precisávamos. Antes, uma recomendação: o tal aparelho deveria ser devolvido até às 6:00 horas da manhã da quarta-feira de cinzas , em condições plenas de uso ! As baterias de 12 volts nos foram cedidas , sem custos, pelo Toninho Risadinha, conseguimos duas bocas de alto-falantes , duas caixas de som Palmer, emprestadas pelo Grêmio Lítero Musical.  Os serviços elétricos feitos pelo técnico Luizinho e Afrânio Batista! Conseguimos um microfone e um violão com cristal! A galera da percussão logo se apresentou: Lilico , Julinho , o gigante Moca, de Diamantina , Afonsinho, Geraldo. Dásio Batista, no violão. Nos vocais : Dim de Elias , Embrava e Zé Henrique.  No domingo ,à tarde , a C 10 , de cor vinho, de propriedade do idealizador, enfeitada de chita e flores artificiais , marca a história da primeira cidade mineira a ter um trio elétrico no carnaval ! Nascia “Os Filhos do Painho”, uma homenagem ao seu criador, que na intimidade do seu lar, era assim tratado” (José Henrique Barbosa).